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Abrir ConciergeA ferritina é a proteína que estoca ferro dentro das células. O exame reflete as reservas corporais de ferro — é o primeiro marcador a cair em deficiência e sobe antes de a anemia aparecer.
Ferro é cofator para hemoglobina, enzimas mitocondriais e síntese de neurotransmissores. Baixa ferritina causa fadiga, queda de cabelo, má performance cognitiva e física mesmo sem anemia. Por outro lado, ferritina muito alta (acima de 300 em homens) pode indicar hemocromatose ou inflamação e acelera o envelhecimento por estresse oxidativo.
Faixa de referência laboratorial padrão (Mayo Clinic): ♂ 24–336 ng/mL, ♀ 11–307 ng/mL. Em populações específicas o ponto de corte clínico para deficiência funcional pode ser maior — atletas de endurance e mulheres em idade fértil costumam funcionar melhor com ferritina ≥50 ng/mL (sintomas como fadiga, queda de cabelo, brain fog aparecem mesmo com hemoglobina normal quando ferritina <30–50). Para longevidade, mirar 50–150 ng/mL é razoável; valores muito altos (>300 ♂ ou >200 ♀ sem causa óbvia) devem ser investigados — hemocromatose, MASLD, síndrome metabólica.
Em homem com ferritina >300 ng/mL sem causa óbvia (e TSAT >45%), investigar hemocromatose hereditária (HFE C282Y). Ferritina elevada com PCR normal sugere sobrecarga real; com PCR alta, é reagente de fase aguda.
Fonte: Mayo Clinic Laboratories; Camaschella NEJM 2019
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